sábado, 15 de janeiro de 2011

Camuflagem

Sorriso.
Brilho.
Sorriso.
Mas cadê a verdade?

"As pessoas alegres são as mais TRISTES"

É provável procurar um resquicio de dor, e não encontrar.
É apenas ler nas entrelinhas e saber que está totalmente explicito.

domingo, 2 de janeiro de 2011

"você não sabe onde isso vai dar, eu também não faço a mínima idéia"

Começou. Com cara de quem tem tudo pra dar certo, mas será que vai?
Os pés estão presos do chão, nunca sairam dali, mas a mente, vai longe... Nunca conseguiram prender a mente dela.
Ela corria aprisionada, mas com a mente livre, a mente e o coração além de qualquer gaiola.
"Que soltassem o corpo, porque era só o que faltava levar."
Todos já pensavam assim, era tão perceptível.
Quando teve oportunidade fugiu, e seguiu. Se aconteceria ou não, ela só queria viver.

domingo, 19 de dezembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Então, lhe pergunto cadê meu último pedaço?
Não está com você porque você está aqui, dando tudo de si.
Mas falta algo, me falta aqui.
Eu te dou tudo de bom pra te tornar completa, mas eu estou destruída.
E me destruindo cada vez mais.

domingo, 31 de outubro de 2010

Bolinho dos desejos

Estava sentada debaixo da árvore roxa, com o olhar fixo naquele túnel mágico forrado de pelúcia.
Seus pés balançavam para lá e para cá, em um tique nervoso.
Sua franja cobria-lhe os olhos.
Esperou.
Então... A outra aparecia.
Meio apressada, meio avoada. Caminhava por entre os prédios laranja.
Seu cabelo escuro fazia contraste com o resto do mundo, que era mais colorido que o nosso.
A garota da árvore roxa se levantava, certificava-se que estava bem escondida, e observava.
Era assim todos os dias, desde que viu a outra pela primeira vez, quando ia caminhando para o supermercado.
A outra desviou o caminho do túnel, e sentou-se debaixo de uma árvore próxima à roxa, uma árvore verde, como sempre fazia. Olhou para o céu, protegeu os olhos do sol, jogou o corpo para o lado e...
O coração da garota com a franja nos olhos parou por mais de um segundo.
A outra a olhava fixamente.
Não era pra ser assim. Não era.
Tirou a franja dos olhos. Retribuiu o olhar.
A garota da árvore verde sorriu.
“E agora?”
Ficou parada embaixo da árvore roxa. Imóvel.
A garota de cabelos negros se levantou, passou pelo pasto que separava as duas árvores...
- O que está fazendo debaixo dessa árvore roxa?
- O que estava fazendo debaixo daquela árvore verde?
Nenhuma respondeu por alguns segundos.
- Gosto dessa árvore.
- Gosto mais das árvores verdes, as flores delas são coloridas.
- Ah...
O silêncio veio por alguns minutos.
- Posso roubar uma dessas flores da sua árvore verde?
Encararam-se.
- Não precisa...
-...
-Quando você me vir passando novamente, vou estar com duas flores da minha árvore... Porque no mundo mágico só existem duas árvores roxas, sabe? Aí eu vou deixar minhas duas flores nas duas árvores roxas para você. Na que você estiver, você pega e guarda. E por mais que o tempo passe, elas não murcham.
- Então... Eu vou guardá-las para sempre.
- Vai?
- Vou. E quando eu as vir, lembrarei de você. Vou pegar as duas. Uma eu guardo em um lugar escondido, para ninguém pegar, para não estragar. E a outra... Eu guardo debaixo do travesseiro, para sentir o cheirinho toda noite. E toda noite lembrar que foi você que me deu.
Pausa.
- Você precisa me dar algo também...
- Preciso?
- Precisa. Como vai lembrar-se de mim?
-Lembro disso todos os dias, quando corro apressada para me esconder atrás de uma árvore roxa só para te ver passar, só pra ver como é bonito você se jogar debaixo de uma massa de flores coloridas e ficar se escondendo do sol.
- Nossa. Não sabia que fazia isso...
- Faço isso, e faria muito mais se não tivesse a possibilidade de você descobrir e não gostar de mim.
- Mas não existe essa possibilidade.
-...
- Preciso ir.
- Já?
- Já. Não quero que enjoe da minha presença.
- Também não existe essa possibilidade.
-...
-Até logo.
- Espero.


Baseado na história do "mundo" de Fernanda e Bruna.

http://piggiesinthesky.blogspot.com/2010/06/bolinho-dos-desejos.html

Médio.

Bom.
Ruim.
Bom e ruim.
Bom ou ruim.
Cada dia é assim.
Você vai e é ruim, e às vezes vai amenizando, mas basta eu te ver e eu não sei se é bom ou ruim. Só sei que parece tudo querer sair, fugir e encontrar.
E se você vai de vez, eu já não sei, parece nada estar no lugar.
Mas eu não me resolvo, me envolvo, e não deixo nada despertar.
Planejo, desplanejo pensando em replanejar.
E a minha vida, perdida fica, sem encontrar lugar.

sábado, 23 de outubro de 2010

"Estou congelando uma dor secreta, para usá-la sempre que precisar. Como quem alimenta um cão, estou alimentando o meu. Crescendo e engordando. Decapitando todo resto de felicidade dentro de mim. Substituindo por um profundo buraco, no intimo do meu peito. Estou passando sal nas feridas, pra que elas não parem de doer. Assim vivo um pouco mais. Tentando me livrar dos resquícios de alegria, me trocando pela doce sinfonia de gritos no meio da batalha sangrenta que me come por dentro. Estou jogando as vísceras ao mar. Para que não sobrem pedaços. E que não reste nada de você em mim, além dessa dor. Assim posso dizer que esqueci não te esquecendo."